Programa gratuito da Nomus permite que estudantes pratiquem produção, estoque, compras e análise de dados em ambiente de ERP industrial
A digitalização dos processos produtivos aumenta também a necessidade de formar profissionais capazes de compreender não apenas a operação, mas o fluxo de informações que sustenta as decisões de uma empresa.
Produzir, comprar matéria-prima, movimentar estoque e acompanhar resultados são atividades conectadas. Na prática, uma alteração em uma etapa pode gerar consequências para várias outras áreas da organização.
Levar essa lógica para o ambiente acadêmico é a proposta do ERP na Sala de Aula, iniciativa gratuita criada pela Nomus para instituições de ensino técnico e superior.
O programa permite que professores utilizem uma base de testes do Nomus ERP Industrial para desenvolver atividades práticas com os alunos.
Alunos acompanham o fluxo de uma operação
O ERP funciona como ambiente para simulação de processos que fazem parte da gestão industrial.
Entre as atividades que podem ser realizadas pelos estudantes estão a criação da engenharia de um produto, emissão de ordens de produção, controle de estoque, realização de testes e análise dos resultados registrados no sistema.
Esses exercícios ajudam a demonstrar um aspecto central da gestão de processos: as informações não permanecem restritas a apenas um departamento.
Uma ordem de produção, por exemplo, se relaciona com materiais e movimentações de estoque. As informações geradas durante a operação também podem alimentar análises utilizadas na gestão da empresa.
Para Thiago Leão, diretor da Nomus, praticar essa integração permite ao estudante construir uma visão mais ampla da operação.
“Quando o aluno pratica dentro de um ERP, ele deixa de enxergar produção, estoque, compras e financeiro como conceitos separados. Ele passa a entender como uma decisão em uma área impacta toda a empresa”, afirma.
Os exercícios podem ser desenvolvidos em grupos, dando às turmas a possibilidade de testar situações e discutir os resultados das decisões tomadas dentro do sistema.
Tecnologia também faz parte da qualificação industrial
O contato com softwares e processos digitais ganha relevância diante das necessidades de formação de profissionais para a indústria.
O Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, estima que aproximadamente 14 milhões de pessoas precisarão passar por qualificação entre 2025 e 2027.
O volume inclui cerca de 2,2 milhões de novos profissionais e 11,8 milhões de trabalhadores que precisarão atualizar competências.
O levantamento contempla conhecimentos ligados ao uso de máquinas, equipamentos, softwares, segurança e processos industriais, além de habilidades técnicas e comportamentais.
Outro levantamento da Confederação Nacional da Indústria mostrou que a dificuldade de contratação já é percebida pelas empresas: 62% dos empresários consideram a falta de mão de obra qualificada um obstáculo ao ambiente de negócios.
Segundo Leão, a formação prática pode contribuir para que os alunos compreendam antecipadamente situações que encontrarão profissionalmente.
“A indústria precisa de profissionais que entendam processos, dados e integração entre áreas. Quanto antes o aluno tem contato com essa lógica, mais preparado ele chega ao mercado”, explica.
ERP passa de sistema de gestão a ambiente de aprendizagem
A proposta não consiste apenas em ensinar o aluno a operar um software.
Ao utilizar o ERP como recurso acadêmico, professores podem explorar a relação entre conceitos apresentados durante o curso e processos executados dentro das organizações.
O programa é direcionado a áreas como Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Administração e Sistemas de Informação, além de formações relacionadas à gestão, tecnologia e processos industriais.
Antes das atividades práticas, a trilha pode incluir uma palestra online de uma hora com o tema “ERP para indústrias: o conhecimento que destaca sua carreira”.
A instituição recebe então acesso à base de testes durante o período estabelecido para o projeto. Exercícios da Universidade Nomus e materiais com orientações de parametrização também ficam disponíveis.
Projeto pode acompanhar o calendário acadêmico
Cada instituição pode definir como inserir a experiência em seu planejamento.
O ERP pode ser utilizado em uma atividade isolada ou fazer parte de um projeto mais extenso, com duração de até um semestre.
A execução pode ocorrer online e conta com acompanhamento dos professores e suporte da equipe da Nomus quando necessário.
A Nomus Educação já se conecta a instituições como SENAI, IFES, IFSul e Unifeso por meio de iniciativas destinadas a aproximar estudantes da realidade da gestão industrial.
Professores, coordenadores de cursos e representantes de instituições públicas ou privadas podem solicitar a participação no programa.
“O objetivo é contribuir para uma formação mais aplicada e conectada ao mercado. A sala de aula continua sendo o espaço da teoria, mas também pode ser um ambiente para simular decisões, testar processos e entender a gestão industrial na prática”, conclui Leão.
Informações sobre a participação estão disponíveis na página do ERP na Sala de Aula.
